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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ESTUDO FEITO POR UM REPTILIANO SOBRE OS SENTIMENTOS TERRÁQUEOS



Análise feita por um frio reptiliano (Saides Lamarca) sobre os estranhos sentimentos de os humanos





lágrima. [Do lat. lacrima] S. f. 1. Secreção aquosa, levemente alcalina, da glândula lacrimal, que serve para umidificar a conjuntiva. “Chorar lágrimas de sangue”. Verter sentido pranto.





    Existem algumas expressões idiomáticas que são intraduzíveis para outras línguas. Em o inglês, por exemplo, temos a expressão “broken-hearted”, cuja tradução mais próxima para o português seria algo como “com o coração ferido”, sendo o “ferido” em seu sentido simbólico, significando que a pessoa foi emocionalmente “destruída” por algo. E quando o ser humano está “broken-hearted”, ele chora.




Quando o ser humano chora, lágrimas escorrem de seus olhos em um primeiro estágio, e culmina com o que chamamos de “pranto”, ou (simbolicamente) “soluços”, que é quando não apenas saem lágrimas em profusão de seus olhos, mas o ser humano também emite um triste, lamentoso gemido, e subitamente vêem os tais “soluços” em os casos extremos.



    Os cães e os gatos são os animais que mais se identificaram com o ser humano. Foram os únicos animais que optaram deliberadamente em conviver com os humanos em a horrível sujeira de a selva de pedra conhecida como “cidade”. Coincidentemente, são os dois animais que também possuem algo similar ao “choro” humano.




    O “choro” de os cães se caracteriza por um silvo similar ao “falsette” humano, ou seja, um gemido bastante fino, agudo. O choro de os gatos são seus característicos “miados”, mas (ao contrário de os cães) são miados bem mais graves do que o comum, é como se a sua pequenina corda vocal ficasse mais grossa. Vemos esse tipo de “miado lamentoso” principalmente em os filhotes que foram abandonados, que foram perdidos de sua mãe, ou que estão em inanição, ou seja, quando estão sem comer a muito tempo, e então estão sofrendo outra sensação mui característica (e, talvez, a mais cruel de todas) de os seres vivos, conhecida como “fome”.



    Cães e gatos choram por apenas quatro coisas: por sentir dor, fome, frio, ou por se sentirem abandonados. Com o ser humano as coisas são muito mais complexas.



    Quando o ser humano está adulto seu choro já se encontra bastante delimitado, sendo muito mais raros os choros de dor, de fome ou de frio. Quando o ser humano está adulto, ele geralmente chora por sentimentos mais complexos, d`entre eles um dos quais muitas pessoas acreditam que os animais não sentem, que é o “amor”. Diferentemente de os outros animais, o ser humano não chora apenas quando está sofrendo. O ser humano, ás vezes, chora de felicidade.




    Os humanos choram quando encontram uma pessoa amada que eles não vêem há muito tempo. Choram quando conseguem uma vitória mui custosa, quando todos pensavam (até ele mesmo) de que iria perder. Choram quando testemunham algo com o que se identificam, comungam, e esses são choros de “compaixão”, um dos mais nobres de todos, como quando choram no fatídico beijo de um “casamento” (união perpétua de um casal mutuamente apaixonado), ou quando testemunham o nascimento de um “bebê” (filhote humano). E choram quando suas “almas” chegam mais perto de o que eles chamam de “Deus”.



    Os humanos “chegam mais perto de Deus” quando começam a “entender”. São em momentos de transcendência, momentos muito raros e momentâneos de uma percepção espiritual mui elevada. Esses momentos são desencadeados por sinais divinos, que podem vir de a própria natureza, ou até mesmo de outro ser humano, como em algum poema, ou em alguma bela canção.



São em momentos mágicos e/ou poéticos. São em momentos de verdadeira sabedoria. Momentos em que o ser humano percebe (entende) que todo o Universo é regido por uma força única que por sua vez parece ser regida (e eu bem acredito que o seja) pela “compaixão” e pelo “amor”. Então sentem-se confortados e seguros, como um bebê carinhosamente aninhado em o ventre de sua mãe. Sentem que tudo está sob controle, até mesmo em meio ao caos da auto-destruição de a humanidade, porque talvez (talvez, apenas talvez) não seja em este plano físico que ele (o ser humano) encontrará sua explicação final de tudo.





Talvez essa estranha “lágrima de amor” seja uma das provas d`esse Deus que eles tanto veneram.







“(...) Estar perto d`ela, era acaso possível? Ouvi-la respirar; respirava, pois! Então os astros respiram! Gilliatt estremecia. Era o mais miserável, e o mais inebriado e feliz de os homens (...) Tocou-lhe os cabelos com uma espécie de precaução religiosa; fitou os olhos n`ela durante alguns instantes, depositou-lhe em a fronte um de esses beijos debaixo de os quais parece que deveria abrir uma estrêla e, com uma voz que tremia em a suprema angústia e onde se sentia a dilaceração d`a alma, disse-lhe esta palavra, a palavra das profundezas: ‘Adeus.’”

Victor Hugo, “Les Travailleurs de la mer”







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sábado, 2 de junho de 2012

E, ASSIM, NASCEU O ROCK`N ROLL...




“My daddy, he rocks me with a steady roll...”


    Pelo que nos dizem os registros históricos, foi essa frase (bem vulgar, por sinal) a responsável pela denominação do mais controvertido, mutável e abrangente estilo musical criado por os terráqueos. Para que possamos entender de uma forma mais eficaz esta fenomenológica, basta lembrarmo-nos de que naquela época o mundo (principalmente a U.S.A.) ainda estava se adequando gradativamente ás mudanças geradas após a Segunda Guerra. Aconteceu o famoso “baby-boom”, com milhares de soldados tentando recuperar o tempo perdido em combate, e tratando de colaborarem para o “repovoamento” do novo país, que decolava alavancado pelo american-dream, e pelos lucros com o comércio de armamentos bélicos e saques de os países derrotados. Ou seja, após a tempestade, a bonanza... Ou melhor, após a guerra, o sexo. Após guerra e ódio, paz e amor. Os quatro cavaleiros do apocalipse foram substituídos por sex-drugs-rock.

    Na época, nos idos de cinqüenta, “rock” era uma expressão coloquial usada vulgarmente, cujo significado correspondia a “shake”, ou “twist”. Naqueles anos cinqüenta, graças ás batidas rápidas dos compassos do boogie-woogie (derivadas de uma fusão entre o jazz bebop, o blues, e a country music), dançar com o sexo oposto (“shaking”, “twisting”, “rolling”, etc etc...) era a forma mais direta (e eficaz) com que as moças e os rapazes mais ousados e emancipados daquela geração flertavam entre si. Até então, a música e os bailes resumiam-se a valsas, orquestras... A música era amena e agradável, mas insossa e monótona demais para os jovens. O “rock” (á partir de agora, leitor, não mais usarei aspas, maiúsculas ou itálicos para me referir a expressões inglesas, para poupar-me - e aos leitores - do desgaste da repetição) foi o estopim, o bode-expiatório (bode, heim? rs) ideal para a liberação (libertação) da libido de uma juventude “transviada”.

    Precisou-se de muito pouco. No começo de tudo, um conjunto de brancos tocando uma música que fundia country com blues, chamados de Bill Haley and his Comets. E então aparece Chuck Berry, o furação. E então, como o ápice dessa ebulição, surge um jovem branco e bonito que gostava de black-music. Seu nome era Elvis Presley.

    Algum tempo depois, Hollywood - aproveitando-se da deixa em beneficio próprio -  lança ícones eficientes (como James Dean e Marlon Brando) para atuar sob tal trilha sonora. Então, antes que os jovens de leather jackets, jeans e combed-hairs e as garotas de pony-tails e fishnet stockings pudessem respirar, George Martin traz para a Inglaterra e para o mundo quatro rapazes de cabelos curtos com a franja reta (como típicos garotos burgueses de “boa família”) e ternos iguais, cognominados “Beatles”.


What the hell was that, man? Just revolution, babe.


E, assim, nasceu o Rock`n Roll.

APENAS LEIA ESTE TEXTO SE VOCÊ SE CONSIDERA UMA PESSOA "NORMAL"




Há alguns dias atrás eu fiquei sabendo por um amigo que existem muitas pessoas (que, por sinal, nunca falaram diretamente comigo) que pensam (e dizem, para quem interessar possa) que eu sou louco. Louco, louco, mesmo, “de pedra”, “varrido”, como aqueles que pensam que são “Napoleão”.  Como aqueles que saem pelados pelas ruas. Parei pra pensar seriamente sobre isso, e percebi que realmente existem muitos fatores para alguém pensar que eu não sou uma pessoa normal. E, então, resolvi gastar alguns minutos do meu precioso tempo –e um pequeno espaço do meu livro – para enumerá-las. Vamos a elas:



Eu não assisto televisão.
Isso não é nem um pouco normal, afinal de contas, o eleitorado brasileiro somente escolhe seus candidatos através de duas coisas: ou de “ajudas” que ele recebe diretamente do candidato em questão (dinheiro, cesta básica, etc etc), ou através da televisão. Os vereadores, prefeitos e demais candidatos locais são escolhidos por suborno (ou pela opinião da “maioria”) e os candidatos estaduais e federais são escolhidos pela televisão. Ou seja, como irei votar corretamente dessa forma?


Eu não gosto de futebol.
Outra calamidade. Como farei pra esquecer da corrupção política? E como farei pra odiar a Argentina? Não, isto não está certo.


Ao contrário das “pessoas normais” da minha idade, eu não uso camisa pólo e nem calças sociais com sapatos mocassim. Estou bastante satisfeito com camisetas de algodão, jeans e tênis. Não tenho vocação para ser “tiozão”.


Não estou sufocado em dívidas.
 E nem tenho meu nome sujo no SCPC, como qualquer “pessoa normal” deve ter.


Ando a pé 7 kilômetros de meu sítio até a cidade, e isso é um absurdo. Só um louco faria diariamente um exercício aeróbico de uma hora de duração.


Falo o que eu penso sem pudor, doa a quem doer (só não faço papel de inconveniente falando vulgaridades na frente de crianças, ou pessoas idosas).  Não sou nem um pouco conivente com situações, ou pessoas injustas. E isso não é normal. A maioria das “pessoas normais” ficam sempre mansas e caladas, como vacas indianas.


Sou um leitor compulsivo. Meu pai sempre me deu bronca quando eu era criança e comprava revistas em quadrinhos para ler, e me dizia que eu “só gastava meu dinheiro com porcarias”... Bom, eu parei de gastá-los porque as revistas me alavancaram para os livros, e os livros podem ser emprestados em uma biblioteca pública de graça. Mesmo assim, gosto de comprar os livros que eu gosto, e de colecioná-los em uma biblioteca particular, mas isso não é normal. Eu devo ter Transtorno Obsessivo Compulsivo por livros.




 Não falo com os políticos que encontro pelas ruas pessoalmente, nem ao menos os cumprimento, e isso não é normal. Afinal de contas, eu sei que ele quer o meu voto e que, então, eu posso pedir-lhe alguma coisa em troca. Nenhuma “pessoa normal” perde uma oportunidade dessa de se beneficiar de algum modo (seja com o que for), e vender o seu próprio voto.




 Tenho teorias e falo coisas que a maioria das pessoas normais não entendem. Uso palavras, e cito nomes desconhecidos. Eu só posso estar louco, afinal de contas, não é possível que tantas pessoas na sociedade – ou seja, a grande maioria - sejam tão ignorantes.  Na rua, as crianças vão dar gargalhadas e me atirar pedras, afinal de contas, eu sou o “louco dos livros”.




*

(RESUMINDO, EU SÓ ME FODO NESSA MERDA.)

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“Em a lagoa dos patos, cisne é feio.”
Anônimo





louco.  Adj.  1. Que perdeu a razão. 2. Contrário ao bom senso. 3. Excêntrico. 5 Imprudente, Imoderado, temerário. 6. Estróina, extravagante, doidivanas. 7. Travesso, brincalhão, folgazão. 8. Fora do comum, enorme, extraordinário.


(extraído do “Novo Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira”)


terça-feira, 29 de maio de 2012

A LENDA SOBRE A MORTE DO BAIXISTA DOS BEATLES



     No dia  9 de Novembro de 1966, o jovem Paul McCartney saiu furioso do famoso estúdio de gravação de “Abbey Road” após uma grave discussão com os seus colegas de banda; entrou em seu potente Aston-Martin e saiu a toda velocidade pela avenida até que, ao chegar em um cruzamento, atravessou um semáforo fechado e foi brutalmente atingido por um caminhão.



     Brian Epstein, então empresário dos Beatles, foi avisado imediatamente do acidente fatal. O cadáver de Paul ficara tão desfigurado que só foi possível identificá-lo através de sua arcada dentária, e Brian de alguma forma conseguiu com que as autoridades não fizessem nenhuma referência à sua morte. No relatório policial simplesmente constou-se que um “homem jovem ainda não identificado havia falecido no acidente”.



     Os Beatles não podiam perder um dos principais membros da banda em seu maior momento de popularidade. A morte de Paul supunha um conflito de interesses, já que este era, junto a John Lennon, o membro mais popular do grupo, e o preferido entre as mulheres. E, afinal, Lennon e McCartney eram os compositores da maior parte das canções. Por isso, após superar o choque de sua morte, Epstein tomou uma decisão extrema e assustadora: procurar um substituto, um sósia que pudesse substituir Paul em sessões fotográficas e atuações. Para as gravações utilizariam diferentes cantores que tivessem seu timbre e que pudessem imitá-lo.



     Finalmente encontraram o escolhido, um jovem chamado William Campbell: cantava bem, era ótimo músico e assustadoramente parecido com Paul, mas contava com duas importantes diferenças: era destro (Paul era canhoto), e apenas sabia tocar guitarra. Mas depois de alguns meses de treinamento no manejo do baixo com a mão esquerda (e mais alguns retoques estéticos), William já estava pronto para sua primeira apresentação em público como “Paul McCartney”. E durante alguns anos o “falso Paul” enganou eficazmente a todos.



     O misterioso rumor sobre a morte e conseqüente substituição de Paul McCartney por um impostor apareceu pela primeira vez em 1969. Começou com o mórbido telefonema de uma pessoa que se identificou simplesmente como "Tom" ao famoso locutor da “WKNR-FM”, Russ Gibb. Após o estranho depoimento desse auto-denominado “Tom”, Russ narrou por rádio uma das lendas urbanas mais memoráveis de todos os tempos: a morte de Paul McCartney, e sua posterior substituição por um sósia.



    Pouco depois, um estudante da Universidade de Michigan de nome Fred Labour publicou uma curiosa análise no jornal da Universidade sobre "Abbey Road", disco lançado pelos Beatles nesse mesmo ano. Fred assegurava que na capa e nas letras das músicas do disco se encontravam numerosas pistas que delatavam a existência de uma grande conspiração para ocultar a morte de Paul.



     Começaram a realizar-se comparações visuais entre as fotografias de McCartney tomadas antes de 1966, e fotografias de anos posteriores (que pela “lenda” seriam de William Campbell). E assim surgiu a lenda. Em apenas alguns meses os fãs de todo mundo já haviam encontrado centenas de referências ocultas ao trágico acontecimento.


     E finalmente os integrantes restantes do Beatles, descontentes com o encobrimento da morte de seu parceiro, resolveram deixar pistas esparsas sobre a verdade, e então o grande segredo dos Beatles poderia ser descoberto por quem pudesse seguir as pistas deixadas pelo grupo em suas obras posteriores a 1966.



Vejamos algumas delas:


- Sgt. Pepper's Lonely Hearts Clube Band (1967)

Este álbum conta com uma das capas mais famosas da história da música e, ao mesmo tempo, cheia de simbolismo para a lenda urbana em questão. Nela aparece uma fotografia dos quatro Beatles vestidos como militares diante de uma colagem de rostos célebres, entre os quais estão Karl Marx, H.G. Wells, Albert Einstein, , Bob Dylan, Lewis Carrol, Aldous Huxley, Lewis Carrol, Carl Jung, Marilyn Monroe e Marlon Brando . À esquerda dos Beatles de “carne e osso” aparecem umas estátuas dos mesmos em cera, mais jovens (tal como eram antes da suposta morte de Paul) e vestidos com trajes escuros. Todos os personagens estão ante o que parece ser uma sepultura aberta, pelo que a simbologia da morte é explícita.Repare também que há um baixo estilisado feito com flores amarelas na parte inferior direita da capa: Nele existem apenas três cordas.

Sobre a cabeça de Paul aparece uma mão aberta. A mão aberta é o símbolo da morte nas religiões orientais. É o caso, por exemplo, de "Jain Hand", o símbolo hindu que representa a reencarnação do alma. Este fato parece ter ainda mais significado se levarmos em conta a estreita relação dos Beatles com a música e a doutrina indiana.

Além disso, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Clube Band" foi o primeiro disco dos Beatles que incluía a letra das canções, e em duas delas há claras referências à morte de Paul.
Na faixa 6 ("She's Leaving Home") há uma estrofe que diz "Wednesday morning at five o'clock". Estes seriam o dia e a hora exata do acidente de carro. Na última faixa do disco, "A Day In The Life", a letra é ainda mais clara quando diz: "He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed" (Ele perdeu a cabeça num carro, não percebeu que o semáforo tinha mudado).




- Magical Mistery Tour (1967) e The White Album (1968)

Os Beatles aparecem fantasiados de animais na capa do disco. Enquanto três deles estão de branco, Paul está vestido de negro. Paul é a morsa ("Walrus", em inglês). Na canção "I'm The Walrus" (Eu sou a morsa) é John Lennon que canta, portanto a morsa é ele. No entanto, posteriormente, na canção "Glass Onion" do álbum "The White Album", John Lennon canta "Well here's another clue for you all... The walrus is Paul" (Bem, aqui há uma última pista para todos vocês... A morsa é Paul). Além do quê, ao final de "I'm The Walrus" pode escutar-se uma voz que diz "Bury me, bury me, bury my body... Oh, finally death" (Enterra-me, enterra-me, enterre meu corpo... Oh, finalmente a  morte).




- Yellow Submarine (1969)

O submarino que dá nome ao disco aparece na parte inferior da imagem. A letra da canção que dá título ao disco: "Sky of blue, sea of green in our yellow submarine" (Céu azul, mar verde em nosso submarino amarelo). O submarino representa o ataúde de Paul, enterrado numa colina de grama verde.

Mas este não é o único símbolo: novamente volta a aparecer a mão sobre a cabeça de Paul.




- Abbey Road (1969)

     A capa do último álbum da banda também esta carregada de referências à morte de Paul. Os quatro Beatles aparecem em fila, como a encenar um cortejo fúnebre. John Lennon vai vestido de branco: é o pregador, Ringo Starr está de luto, é o amigo do defunto. George Harrison, por sua vez, está vestido com um roupa informal: é o coveiro. Paul é o único dos quatro que está descalço, e caminha com os olhos fechados. Em muitas culturas orientais, os defuntos são queimados descalços. Note, também, que apenas o seu passo está descoordenado com relação aos demais, como se apenas ele não pertencesse à procissão.

     Por último, o carro negro estacionado à direita, em segundo plano, é um carro funerário.


O restante dos detalhes são bem mais sutis, mas claramente reveladores, também. Duas pistas são especialmente importantes: A primeira é que Paul está fumando com um cigarro na mão direita. Recordar que Paul McCartney era canhoto, enquanto que William Campbell (ou Billy Shears, seu suposto sustituto), era destro, ainda que tenha aprendido a tocar o baixo com a mão esquerda. O segundo detalhe é a placa do sedan branco estacionado em segundo plano: "28 IF". 28 anos seria a idade que teria Paul McCartney no lançamento do disco “se” ele ainda estivesse vivo (“if” é uma palavra do inglês que significa “se”).



Conclusão:
Pode-se notar que toda essa história é bastante excessiva em detalhes e por mais que pareça (e talvez até mesmo seja) apenas um boato, apenas uma lenda urbana, a quantidade de pistas já é o suficiente para se gerar bastante suspense.

Outrossim, os fatos que geraram todo este "hoax" também podem ser apenas uma jogada de marketing criada pelo empresário (e/ou pela própria gravadora), sem - com essa afirmação - estarmos negando o fato de eles serem bons artistas, ou não.





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segunda-feira, 28 de maio de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA SOBRE O PLANETA TERRA - PARTE II: CHEGA NIBIRU


 (Nova York  - Dezembro de 2021)



- Muuito boa noite a todos! Eu sou William Shears...

- E eu sou  Billy Campbell.

- Nós estamos ao ar novamente - ao vivo!... -  e eu sei que todos estão muito ansiosos por saber o que esta noite bastante nevosa (e exageradamente fria, eu devo dizer...) de dezembro nos traz, não é mesmo, Bill?

- É isso, mesmo, Will.

- Nossa primeira reportagem será: “Nibiru, qual será a verdade?”, e hoje teremos aqui em nossos estúdios algumas participações muito especiais e que, com certeza, irão estarrecer aos nossos queridos telespectadores, não é verdade, meu caro Bill?

- Sim, Will. Falaremos com Fred Labour, com nossa repórter Shirley West, e uma inesperada surpresa  no final deste programa...

- Surpresa? Que tipo de surpresa? Será que estamos falando de algum dos representantes dos homens lagartos, Bill?

- Bem... Como eu já disse, será uma surpresa, Will.

- Mas é claro... me desculpe!... Ahãn... Bem, estamos recebendo uma transmissão ao vivo de Liberty Island, e Shirley West tem para os nossos telespectadores novas notícias sobre o recente ataque  ao  maior símbolo de nossa nação... Senhorita Shirley, muito  boa noite...

- Obrigado, William. Estou falando ao vivo de Liberty Island, e a visão que eu tenho, agora, é absolutamente inacreditável, rapazes... Há cerca de quatro horas atrás, um ataque terrorista de origem desconhecida simplesmente destruiu a cabeça do nosso maior símbolo: A estátua da liberdade. Os escombros que agora vocês estão vendo é tudo o que restou da explosão. Algumas testemunhas estão dizendo que o ataque veio do alto, e aparentemente por objetos voadores desconhecidos...


- Perdão, Shirley, mas espere só um momento... Será que eles estão querendo dizer que se trata de um ataque empreendido pelos Draconians?

- Aparentemente, sim, senhor.

- Bom, para você que ligou o seu televisor agora, faremos um breve resumo dos acontecimentos nas últimas quarenta e oito horas: Nibiru, que todos pensávamos se tratar de uma estrela – ou asteróide – revelou-se nesta última quarta-feira como sendo uma espécie de “Nave-mãe” gigantesca de uma raça humanóide vinda de uma galáxia vizinha conhecida como Zeta-Reticuli, que fica a apenas trinta e sete anos luz do nosso planeta. Como nossos telespectadores vêem acompanhando, os tripulantes dessa espécie de “nave” são inteligentes, e aprenderam muitos dos nossos idiomas. Não possuem aparelho fonético similar ao nosso que os permitam falar, por isso apenas se comunicaram até agora conosco através de mensagens escritas mandadas de alguma forma desconhecida para a web da Terra. Aparentemente, rapidamente assimilaram nossa tecnologia computadorizada e estão estabelecendo comunicações esporádicas conosco há pelo menos quarenta e duas horas, mas as únicas coisas que nos chegaram até agora foram algumas mensagens de difícil compreensão. Aparentemente, eles ainda não possuem o completo domínio da nossa linguagem humana...

- E quais foram as mensagens deles pra nós, até agora, Will, poderia nos dizer?

- Bem, a primeira delas foi esta: “HOMEM - TECNOLOGIA - DESTRUIR” . A segunda: “PLANETA - DOENTE - LIMPAR”. A última que nós recebemos dizia “ABRIGO - SUBTERRÂNEO - ENCONTRAR”. Isto me parece ser  algum tipo de “jogo de palavras”, não é mesmo, meu caro Bill?

- Aparentemente, sim, Will... mas vamos voltar  para nossa a belíssima repórter Shirley, que parece ter algumas novidades para nós... Shirley, é com você, querida.

- Muito obrigado, Billy. Agora a pouco aconteceu algo inesperado, rapazes:  Pela primeira vez, em meses, Nibiru está saindo de sua posição a noroeste, e parece estar se aproximando... Será que eles estão...


(SSCRAAAAATCHHH)

(fim da transmissão)




2021 FOI UM ANO TERRÍVEL PARA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE.



FOI O ANO EM QUE AS CALOTAS POLARES PRATICAMENTE DESAPARECERAM. PAÍSES DESENVOLVIDOS CONTINUAM ARREMESSANDO GIGANTESCOS BLOCOS DE GELO EM O OCEANO ATLÂNTICO PARA TENTAREM CONTROLAR O CLIMA, MAS A SITUAÇÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS FORA DE CONTROLE.


ENTÃO SURGE NO CÉU UMA GRANDE  ESTRELA, BATIZADA PELA MÍDIA DE “NIBIRU”, QUE A CADA SEMANA PARECIA (E DE FATO ESTAVA) ESTAR MAIS PRÓXIMO DE A ÓRBITA DA TERRA. A INTERNET PASSOU A CENSURAR OS MAPAS CELESTES PARA NÃO ASSUSTAR A POPULAÇÃO, MAS JUSTAMENTE ESSA MEDIDA PREVENTIVA COLABOROU PARA AUMENTAR UM SILENCIOSO PÂNICO QUE RAPIDAMENTE SE ALASTROU. COMO UM VÍRUS.


VÁRIOS PAÍSES RESOLVERAM ESTOCAR - EM IMENSOS E INEXPUGNÁVEIS FRIGORÍFICOS CRIOGÊNICOS - MILHARES DE SEMENTES DE ALIMENTOS, E LOGO COMEÇOU A FICAR CADA VEZ MAIS COMUNS OS INVESTIMENTOS DE OS MAGNATAS TERRESTRES EM CONSTRUIREM PARA SI MESMOS (E PARA SUA ABENÇOADA FAMÍLIA) IMENSAMENTE LUXUOSOS E CONFORTÁVEIS ABRIGOS SUBTERRÂNEOS, INAUGURANDO UM NOVO “MUNDO”... UM NOVO MUNDO SUBTERRÂNEO, HABITADO APENAS PELOS MAIS PRIVILEGIADOS .


NO DIA 22 DE DEZEMBRO DE 2021 O MUNDO INTEIRO ESTREMECEU AO RECEBER A PRIMEIRA COMUNICAÇÃO VINDA DE UMA INTELIGÊNCIA NÃO-TERRESTRE DIRECIONADA Á TERRA. NESSE MESMO FATÍDICO DIA, A “ESTRELA” CONHECIDA COMO “NIBIRU” APROXIMOU-SE DE A ÓRBITA TERRESTRE, DIRECIONANDO-SE Á NOVA-YORK.



DEZ HORAS DEPOIS, A CASA BRANCA RECEBEU SUA TERCEIRA MENSAGEM, E A GRANDE ESTÁTUA SÍMBOLO DE OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TEVE SUA CABEÇA DESTRUÍDA POR ALGUM TIPO AINDA DESCONHECIDO DE ARMA...



NA DATA PRESENTE, AS REDES DE ENERGIA ELÉTRICA DE CENTENAS DE MILHARES DE CIDADES DO MUNDO FORAM INTERROMPIDAS DE FORMA DESCONHECIDA, E O QUE COMEÇOU COM APENAS UM CONTRATEMPO, POUCO A POUCO COMEÇOU A SE TRANSFORMAR EM PÂNICO, VISTO QUE MAIS DA METADE DO MUNDO ESTÁ SEM ENERGIA ELÉTRICA HÁ PELO MENOS OITENTA E OITO HORAS, E SAQUES, ASSALTOS E TODO TIPO DE VANDALISMO JÁ COMEÇOU A FICAR FREQÜENTE EM AS GRANDES CIDADES DE TODO O GLOBO.



E AGORA, PARA COMPLETAR, CENTENAS DE OBJETOS EM FORMATO DE CUBOS RELUZENTES PULSANTES DE PELO MENOS TRINTA METROS DE COMPRIMENTO COMEÇAM A PAIRAR POR SOBRE AS CASAS, POR TODO O PLANETA TERRA...





VISITAS INESPERADAS
(Em algum lugar da Terra)

     O homem já caminhava há tanto tempo pela estrada - em meio á completa escuridão de uma noite chuvosa sem lua, ou estrelas - que começava novamente a sentir aquela já familiar e extremamente desagradável pressão sufocante em seu peito, acompanhada por uma acentuada fadiga, e uma latejante e aguda dor em seu ombro esquerdo.  “Meu coração...” pensou ele, e resolveu parar. “Pelo menos um pouco”. Dion era cardíaco. Aos trinta e oito anos desenvolveu uma arritmia que, somada à sua hipertensão, deixou-o com seu coração em frangalhos. A qualquer momento ele poderia sofrer um infarto. Ou um aneurisma. De fato, a escuridão não se devia apenas á noite sem luas ou estrelas, mas antes ao fato de que o vilarejo inteiro estava sem energia elétrica. Um violento blecaute, ocorrido à pelo menos umas trinta e cinco, ou trinta e seis horas atrás...



    Levava em suas mãos um pequeno guarda-chuva ainda fechado, por mais que uma fina garoa caísse intermitente há pelo menos vinte minutos. Aguardava o momento em que a chuva finalmente rebentasse para poder abri-lo, pois sabia que o vento forte que soprava constantemente tornaria sua caminhada ainda mais sofrida, tentando arrancá-lo de sua mão. Apesar de rala, a fina chuva já havia umedecido completamente seus cabelos, e embaçado completamente seus óculos. “Já estou perto da vila”, pensou, “de lá vou poder ver se lá na cidade há luz”. Levantou-se novamente - quando seu coração pareceu estar descansado novamente - e voltou a caminhar. Quase simultaneamente a chuva piorou, começando a cair em grandes proporções. Dion abre o guarda-chuva e começa a brigar com o vento.




    Chegando ao centro da vila, percebe que tudo está, também, ás escuras. Nenhuma loja, nenhum comércio... Nenhuma casa aberta. Entretanto, olhando mais atentamente, Dion percebe que o mercado - apesar de totalmente ás escuras - está com a porta da frente escancarada. Repara, então, que espalhados pelo asfalto estão alguns produtos menores ainda lacrados em suas embalagens, como buchas de lavar louças e sabonetes. O mercado fora recentemente saqueado. Lembra-se com temor de sua irmã e de sua tia, que ficaram sozinhas em sua casa, mas que a essa altura já deveriam estar dormindo. “Espero que sim...”, pensa consigo mesmo, com tristeza. Olha para as casas. Quase todas parecem vazias. Dion está há pelo menos uma hora caminhando, e não se encontrou com absolutamente ninguém mais andando pelas ruas. Todos deveriam estar amedrontados pela falta de energia elétrica. Até mesmo os cachorros das casas em que ele sempre passava - e que sempre ladravam para ele – estavam acovardados pela escuridão. O temporal colaborou para deixar o clima ainda mais sombrio. Dion escutava apenas o ruído de seus passos pela estrada cheia de poças d`água. Tudo estava tão quieto, parecia que na verdade o vilarejo todo estava abandonado, e que ninguém mais o habitava, tamanho o silêncio que imperava por toda a parte. Passou pelo centro da vila, e dirigiu-se para a cidade. Nada. Ninguém. Até mesmo as viaturas policiais (que antes passavam a toda a hora, e sempre com algum transgressor diferente) já não era mais vista em suas rondas a pelo menos uns dois dias. Essa lembrança o faz estremecer.



    Pega a estrada de terra em direção á cidade, com a vã esperança de conseguir alguma carona. Alguns carros passam, apressados, mas nenhum deles pára. Em vinte minutos, Dion alcança a estrada de asfalto, e detêm-se novamente para descansar um pouco... Talvez tentar utilizar algum telefone público. A chuva continua a cair, inalterada. Vê um orelhão, e decide ligar para casa. Seu cartão é recusado. Brigando com o vento, que insiste em lhe tentar arrancar o guarda-chuva, retoma sua caminhada em meio á escuridão. “Parece que só eu tive coragem (ou a idéia estúpida) de sair a pé”, pensa, “nem mesmo um marginal parece ter coragem de caminhar, assim, a essa hora, nessa maldita escuridão”, diz para si mesmo. Dion (apesar de seu coração doente) sente-se confiante, pois sabe muito bem que ele não é nenhum senhor indefeso, e porque além disso leva consigo no bolso direito de sua blusa seu inseparável companheiro, seu taser de 3.800 K.volts. “Será que eu posso usá-lo na chuva?”, pensa, curioso. Aparentemente, não seria uma boa idéia. Mais um carro passa e - apesar dos desesperados sinais feitos por Dion - ele nem ao menos ameaça parar. “Desgraçado” pensa ele, furioso, “Fica com seu maldito carro, miserável, e vá com ele pro inferno!”, desabafa em voz alta.


    Súbito, Dion é interrompido de seus pragueios por uma forte luz que brilha atrás dele, vira-se, e então a dor em seu ombro volta, junto com uma forte taquicardia gerada pelo pânico: Um gigantesco cubo de trinta metros de altura paira no céu (a mais ou menos uns sessenta metros de altura do chão) brilhando com uma forte e azul-esverdeada luz pulsante. Dion olha para seu entorno, e vê que existem mais quatro cubos iguais espalhados ao seu redor, pelo céu, e então ele senta-se de cócoras e começa a tentar controlar sua respiração, que começa a ficar ofegante. Percebe, então, que sua pressão está extremamente alta, e essa consciência o faz sentir-se ainda pior, e então náuseas lhe invadem, e sua mão recomeça a transpirar. Dion cai ao chão em meio á escuridão e á chuva, com seu coração sofrendo um infarto de miocárdio, e a última coisa que ele vê antes de desfalecer são dois dos cubos pulsantes aproximando-se de uma residência, e Dion fica escutando aos gritos de pânico de as pessoas que lá estavam, com sua dor ficando cada vez mais intensa, e as imagens e sons ficando cada vez mais distantes...

(fim do capítulo)




  NO DIA TRINTA DE DEZEMBRO DE 2021, A TRIPULAÇÃO DE NIBIRU  JÁ HAVIA DESTRUÍDO A PELO MENOS TREZENTOS E SESSENTA E SEIS ABRIGOS SUBTERRÂNEOS.
AS PRINCIPAIS FÁBRICAS CONSTRUTORAS DE AUTOMÓVEIS, E CENTENAS DE MILHARES DE POSTOS DE COMBUSTÍVEL E USINAS DE PETRÓLEO TAMBÉM FORAM DESTRUÍDOS.


  COM AS CIDADES SEM ENERGIA ELÉTRICA TORNOU-SE COMUM O SAQUE A SUPERMERCADOS E FARMÁCIAS, E TODA A POPULAÇÃO Á NOITE ISOLAVA-SE EM SUAS CASAS, COM O MEDO CONSTANTE DA INVASÃO DE BANDIDOS.


    DEPOIS DE QUASE UM MÊS DE BLECAUTE, NA ESCURIDÃO COMPLETA, AS NOITES SE CONVERTERAM EM UM MATADOURO PERFEITO PARA OS CRIMINOSOS. AS PESSOAS JÁ ESTAVAM VIVENDO EM UM CLIMA QUE MUITO POUCO JÁ SE APROXIMAVA DA ANARQUIA DA IDADE MÉDIA, COM AS AUTORIDADES MUITO POUCO FAZENDO PARA REMEDIAR A CALAMIDADE. APARENTEMENTE, ESTAVAM MUITO OCUPADOS EM TENTAREM SALVAR PELO MENOS A ELES MESMOS...



ATÉ QUE FINALMENTE ACONTECE O QUE TODOS ESPERAVAM.


A CASA BRANCA LIBERA, E UM ENORME ENXAME DE MÍSSEIS NUCLEARES COM DESENHOS DA BANDEIRA AMERICANA SÃO LANÇADOS AO MESMO TEMPO NA DIREÇÃO DE NIBIRU, CAUSANDO UMA EXPLOSÃO NUCLEAR TÃO DEVASTADORA QUE ASTERÓIDES GIGANTESCOS ATINGIRAM A TERRA, COM ALGUNS DELES DESTRUINDO CIDADES INTEIRAS. MILHARES DE MILHARES DE PESSOAS MORRERAM, MAS NIBIRU FOI (MUITO MAIS RAPIDAMENTE DO QUE SE ESPERAVA) EFICAZMENTE DIZIMADO.



APARENTEMENTE, NEM MESMO OS SERES HUMANOS TINHAM IDÉIA DO QUÃO DESTRUIDOR E HORRÍVEL TODA AQUELE ARMAMENTO NUCLEAR ERA. OS “DRACONIANOS” TAMBÉM.



O “CUBOS” QUE RESTARAM  RAPIDAMENTE BATERAM EM RETIRADA, E A CENA QUE RESTOU FOI A DE UM PLANETA SEMI-DESTRUÍDO COBERTO POR UMA NUVEM  INTERMINÁVEL DE POEIRA RADIOATIVA.



3 BILHÕES DE PESSOAS MORRERAM, MAS O PLANETA RESISTIU.



OS ATAQUES ALIENÍGENAS FORAM TODOS DIRECIONADOS A ALVOS ESPECÍFICOS:  OS ABRIGOS SUBTERRÂNEOS DOS MILIONÁRIOS MONOPOLIZADORES, FÁBRICAS DE AUTOMÓVEIS, USINAS DE ENERGIA, REFINARIAS DE PETRÓLEO E POSTOS DE COMBUSTÍVEIS.



O MUNDO FICOU REDUZIDO A ESCOMBROS, MAS ALGUNS POUCOS PAÍSES DO PLANETA ACABARAM  FICANDO A SALVO, MILAGROSAMENTE, DA POEIRA RADIOATIVA DA GUERRA NUCLEAR, E UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO PÔDE SER RECONSTRUÍDO, POUCO A POUCO, PELOS POUCOS SOBREVIVENTES.


UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, SUJO E DESTRUÍDO, MAS APARENTEMENTE ERRADICADO DE SEUS ANTIGOS DOMINADORES: OS MAGNATAS.

FIM




EPÍLOGO:

Dion despertou e viu que estava deitado no chão, em frente ao portão de sua casa. Sua roupa ainda estava úmida e sua cabeça doía muito, mas ele achou que o mais estranho de tudo isso era ele ainda estar vivo. “Estranho... achei que tinha morrido...” disse para si mesmo, mas no fundo sentia-se bastante bem. A dor em seu peito desaparecera. Então reparou no céu. Estava horrível. Uma nuvem marrom infinita cobria todo o horizonte. Ao seu redor, tudo parecia estar em tons amarelos. No ar, uma atmosfera abafada e acre. No entanto, ele estava vivo, e aparentemente sua irmã e sua tia, também. Sentiu-se muito bem quando avistou às duas na cozinha, ao longe, tomando café e conversando baixinho, e então deu graças á Deus que ainda havia pelo que lutar. Sabia (inexplicavelmente) que seu coração estava curado (ele apenas sabia), e tateando com a mão direita em torno de seu peitoral esquerdo Dion sentiu algo duro, pequeno e cilíndrico, por baixo da pele. Era do tamanho de uma pílula. Respirou fundo, viu que a taquicardia desaparecera, e então abriu o portão de sua casa e pensou no gigantesco abraço que daria ás duas pessoas mais importantes do mundo para ele: Sua irmã e sua tia. As únicas pessoas que ele tinha. Sua única família. Nada mais no mundo, para ele, tem alguma importância.


Apenas protegê-las. 






"Um corpo celeste possivelmente tão grande como Júpiter e tão próximo da Terra que pode ser parte deste sistema solar foi encontrado na direção da constelação de Orion, por um telescópio em órbita. 
Tudo o que posso dizer é que nós não sabemos o que é isso."

Gerry Neugebauer, cientista chefe do IRAS (Infrared Astronomical Satellite)



*


domingo, 13 de maio de 2012

QUAL O SIGNIFICADO DA VIDA?



    Em um dia qualquer eu saí para a varanda e encontrei um pequeno pássaro marrom muito concentrado em acumular pedacinhos de galhos secos em cima de uma das colunas de minha casa. Sua dedicação em essa indústria era tanta, que ele nem parecia notar minha presença. Ele passou a tarde inteira trazendo galho por galho, amontoando-os com tal precisão que em apenas um dia inteiro de trabalho ferrenho um aconchegante ninho já estava construído. É um sábia fêmea. Achei estranho ele ter escolhido minha casa, com tantos gatos por perto...



    Não cheguei a contar os dias, mas os três ovos chocaram em um período que me pareceu, no máximo, duas ou três semanas. Subi em uma cadeira para olhar e vi que havia três pequenos seres bastante feios, pelados e com os olhos fechados, que ao menor sinal de minha aproximação abriram seus bicos ao máximo e ficaram á espera, “pensando” se tratar de alguém que os iria alimentar. (Saí rápido de lá para não assustar a mãe deles.)



    Depois que eles nasceram, outro pássaro (um pouco maior e bem mais escuro) apareceu. Ficaram os dois por dias seguidos trazendo alternadamente alimentos para os pequenos, em uma correria intermitente que me trouxe a imagem associativa de dois marinheiros a tentar esvaziar um bote furado com baldes, tal era a correria desesperada da dupla em alimentar ao trio insaciável, que a cada chegada de um dos dois faziam uma festa histérica em pios e bicos escancarados. Parecia tarefa impossível matar a fome de qualquer um deles.



    Depois de apenas uma semana eu percebi a razão de tanta pressa da dupla em alimentá-los: o metabolismo dos três era tão, mas tão rápido, que eles cresciam a olhos vistos. Em um dia seguinte eles já estavam piando, em outro já estavam de olhos abertos, em outro já estavam com penas. Nunca vi nenhum outro bicho a crescer tão rápido. Pareciam cogumelos com penas.



    Uma tarde percebi que – dos dois adultos que o alimentavam – um deles não apareceu mais. Ficou apenas o menor, o mais bonito e de penas marrons. Foi depois de um dia em que eu vi alguns pássaros negros bem maiores – que pareciam urubus - por perto. Provavelmente ele deve ter tido uma romântica e trágica “morte em combate”, em defesa de seu pequenino lar.



    De qualquer forma, o menor continuou. Ás vezes ele trazia - em vez de minhocas - algum pequeno fruto. Trouxe uma vez um tomate cereja que quase matou um deles, introduzindo-o inteiro goela adentro de uma vez. O tomate era praticamente do tamanho da cabeça do pobrezinho.  Era evidente a falta de tato do pássaro com seus filhotes. Sempre depois de alimentá-los ele ficava olhando-os (com aqueles olhos grandes, negros e inexpressivos), sem nunca fazer nenhum tipo de afago, ou carinho. Ás vezes eu me esquecia deles e acendia a luz da varanda, á noite, e quando me lembrava novamente eu saía e olhava para eles e dava de cara com o pássaro marrom deitado no ninho ninando seus filhos e me olhando com aqueles olhos grandes. Dava para ver que ele estava bravo comigo.



    Estranho a dedicação de esses pássaros adultos em preservar essas coisinhas tão feias e frágeis. O homem chama a isso de “instinto”. E mais estranho ainda como temos a ilusão de respondermos a uma incógnita - ou de desvendarmos algum mistério - apenas definindo-o com palavras, criando uma nova expressão. “Instinto”. “Instinto” é o que faz um pequeno ser sem inteligência construir um bonito ninho com galhos secos: Eu, com toda a minha inteligência e minhas hábeis mãos, apanhei um punhado de galhos iguais em tamanho e qualidade aos dele, e o máximo que me saiu foi um amontoado torto e feio de gravetos que nenhum pássaro de respeito teria coragem de considerar um “ninho”. “Instinto” é o que faz um ser adulto caçar o alimento, para depois levá-lo e oferecê-lo incondicionalmente a uma coisinha cega e depenada, que nada fez para merecer qualquer tipo de afeto. Apenas saiu de seus ovos. De seu pequeno ventre.


“Instinto”.

Uma palavra criada pelo homem, mas que na verdade não explica absolutamente nada. 

Como a palavra “Deus”. 


Como a palavra “Alma”.  


Como a palavra “Amor”.







“Surpreender-se, admirar-se, é começar a entender.”





*


quinta-feira, 26 de abril de 2012

COMO BEIJAR EFICIENTEMENTE UMA MULHER



Da mesma forma como existem milhares de formatos diferentes de boca, também existem muitos e muitos tipos diferentes de beijos. Uma das mais notáveis diferenças entre o homem e a mulher é o fato de que as mulheres parecem dar muito mais valor ao beijo que os homens. Isso é tão verdadeiro, que até as chamadas “mulheres da vida” (prostitutas) não gostam de beijar seus clientes, resguardando-se de tal demonstração de intimidade. Muito nobre da parte delas... Aliás, já ouvi muitos amigos me dizerem de forma jocosa (quando lhes contava que havia beijado alguma garota)que “isso não é nada, se eu quisesse beijar alguém, beijava a minha mãe”. Pra muitos deles, o beijo é apenas uma parte ínfima de o “protocolo sexual”, e pra eles o que realmente importa é “lá embaixo”, onde tem mais ação...

Sabe, eu não tenho vergonha de dizer que eu não faço parte dessa categoria de “homens”, e sim sou um dos poucos homens (se é que existem mais alguém como eu) que não têm vergonha de dizer que adora beijar a boca de uma mulher. Principalmente uma mulher bonita. Diferentemente da maioria, eu não fico tão obstinado em chegar ao orgasmo final, pra mim as preliminares são muito mais saborosas, justamente por sempre nos deixar querendo mais. A lembrança mais bonita que eu tenho de uma ex-namorada que eu tive é de um dia (há pelo menos uns dez anos atrás) em que nos despedimos, e quando eu já havia virado a esquina fui surpreendido novamente por ela, que me agarrou bruscamente e recomeçou a me beijar com bastante vontade, pra alguns segundos depois virar-se e sair correndo para alcançar novamente ás suas amigas. Até digo-lhe que essa é uma das melhores lembranças de toda a minha vida.

Eu poderia ficar beijando por horas a fio a alguma mulher que me atraia. Acho que o orgasmo, apesar de ser o auge do prazer, também termina muito rápido e –diferentemente das mulheres – deixa aos homens (e aí eu me incluo) “satisfeitos”, ou seja, acaba com o nosso desejo. Não digo que o orgasmo deva ser evitado. Apenas que ele fique guardado para o “grand finalle”.

Mas como se beija eficientemente a uma mulher?

Eu (pessoalmente falando) detesto excessos. Beijos muito molhados, babentos, deixam um cheiro de saliva no ar (que nem cheiro de travesseiro babado) que não me agrada nem um pouco. Eu também acho que esse cheiro de baba pode ser evitado tomando-se bastante água (de preferência, gelada) antes de beijar. Também não gosto muito de beijos muito bruscos, violentos... Existem mulheres que adoram dar “coicinhos” com a boca que ás vezes enchem o saco. Parece que elas estão achando que estão sendo filmadas para alguma novela da globo. Resumindo, “a virtude está no meio”. E “menos é mais”.

Outra coisa que incomoda é quando a boca da garota está com “sabores” desagradáveis: nunca beije alguém tomando caipirinha (pra falar a verdade, evite falar próximo á alguém quando estiver tomando caipirinha). E gosto de pasta de dentes e de balas muito doces, por exemplo, em vez de sugerir limpeza passam a idéia de que a boca “apenas parece limpa porque foi desinfetada”.
Mais uma vez, volto a sugerir beber bastante água antes de beijar. Dessa forma o beijo fica realmente com aquele gosto verdadeiro de beijo, de boca de mulher (que eu adoro)e não com um sabor artificial de tutti frutti.

E, pra concluir, o principal de tudo: escolha a garota que você mais gosta de beijar, e beije somente ela, e ninguém mais. O beijo é muito mais prazeroso quando compartilhado por duas pessoas que confiam –se mutuamente. Não existe nada melhor do que namorar com alguém que você sabe que te respeita, e que mesmo sendo tentada por outras pessoas continua fiel á você. Ou seja, “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Mas enquanto eu estiver solteiro, vou continuar com os meus “test drives”...