quarta-feira, 7 de março de 2012
SPIELBERG E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
ESTA É A VERDADEIRA APRENDIZAGEM MUSICAL
Posso muito bem fragmentar minha carreira como músico e compositor entre dois extremos: Antes, e depois de entrar em contato com a filosofia antroposófica de Rudolf Steiner. O antes já não me interessa mais. Nem consigo mais concebê-lo, definí-lo. O “depois” faço questão de explaná-lo.
sexta-feira, 2 de março de 2012
COMPUTADOR MUITO MAIS RÁPIDO SEM GASTAR UM CENTAVO!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
FUNDAMENTOS SOBRE O CANTO - O QUE É "CANTAR"?
A primeira canção.
Um sonho que na verdade é o Kirtana, ou seja, um canto coletivo infinito de todo o cosmos em uma glorificação infinita ao Senhor Supremo, ou seja, Deus.
Um canto.
Na mídia temos muitos exemplos de artistas famosos que sofreram deformações em sua voz com o passar do tempo, e posso afirmar de que isso não é natural, devendo-se certamente aos excessos cometidos. O primeiro excesso é forçar a voz além de sua extensão. O segundo é cantar sem um prévio aquecimento, e o terceiro é o uso de substâncias prejudiciais á voz, como líquidos gelados e cigarros e charutos.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
OS VAMPIROS E A MÚSICA GÓTICA
Durante a década de oitenta vimos surgir um movimento bastante peculiar que fora denominado (muito estranhamente, diga-se de passagem) de “GÓTICO”. Digo “estranhamente” por não haver nenhuma espécie de justificativa (principalmente etimológica) para o uso de tal expressão. Aliás, a palavra gótica já fora usada de maneira inapropriada no passado. Na própria “arquitetura gótica”. De acordo com um alquimista chamado Fulcanelli, gótico vem de arte gótica, que vem de arte goética (mágica) ou Art Goth, para finalmente chegarmos á “ARGOT”.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O BRASILEIRO QUE NÃO LÊ LIVROS É UM SEMI-ANALFABETO
“EMO”? QUE É ISSO?
Uma vez, quando me perguntaram como saber se alguém é bonito ou feio, eu sem ao menos titubear - e com a cara mais limpa do mundo - respondi de improviso (é dessa forma que saem as minhas melhores “pérolas”): “é só você se imaginar estando em um rótulo de algum shampoo ou de uma pasta de dentes. Você compraria esse shampoo? Não? Então você é feio”. Na verdade tratava-se apenas de mais uma das minhas brincadeiras de mau-gosto, porque se fôssemos analisar dessa forma como eu coloquei, mais de setenta e cinco por cento das pessoas – incluindo eu, é óbvio - seriam “feias”, e não é bem assim.
O critério da escolha de modelos para ilustrar os tais rótulos de shampoo e pasta de dentes não se restringe apenas á beleza física. Antes de qualquer coisa, tem de ser uma beleza “padrão”. Marilyn Monroe e Superman.
Belezas exóticas, mais complexas, frutos de miscigenações, de misturas interessantes de duas belezas étnicas compatíveis (onde o Brasil – longe de eu estar sendo apenas patriota - é um dos maiores fabricantes) não são eficientes ou adequadas para esse universo dos produtos de perfumaria. Chamam a atenção demais para o modelo, ofuscando inevitavelmente o produto em si. Justamente por esse motivo as modelos dos desfiles de moda são quase heterogenicamente loiras cocainômanas e anoréxicas de quarenta quilos e desprovidas de seios ou nádegas: sua função é a de “cabide”, não podendo desviar a atenção de as roupas para os seus quadris. As pessoas têm de ver a roupa, e não a modelo.
O mais estranho de tudo isso é que se pegarmos revistas velhas de moda, veremos de forma gritante como o “ideal estético” não só é imposto pelo showbizz (leia-se “moda”, “fashion”) como ele está sempre em eterna transformação, e de forma ás vezes tão caótica e contraditória, que o que era cool na estação passada tornar-se-á burlesco, risível, na próxima. O melhor exemplo disso é o final do milênio passado (que eu tive a felicidade – ou tristeza – de presenciar pelo menos o final)... Principalmente com as décadas de setenta e oitenta.
Nas décadas de setenta a humanidade começou a deparar-se com cortes de cabelos e roupas que – antes e depois dela – seriam usados somente por loucos ou humoristas. Principalmente a moda masculina. Se bem que, analisando melhor agora, eu estou quase pensando em sugerir que na verdade foi só a moda masculina, mesmo, que caiu no ridículo. A moda feminina passou pelo grotesco somente com aqueles cabelos encaracolados compridíssimos (ressecados e com volume, e que talvez fossem fruto do excesso de uso de produtos químicos e secadores elétricos), e por aqueles biquínis - na época batizados de “asa delta” – que lotavam as praias. Mas a moda masculina extrapolou.
A primeira coisa que me veio á cabeça, com o perdão do trocadilho, foram os penteados. Começou com as impagáveis “costeletas” – típicas de bebuns – e que geralmente vinham invariavelmente acompanhadas de camisas justas desabotoadas no peito, acompanhadas de colares de ouro e tufos eriçados de pêlos. Depois, passaram a ser acompanhadas pelos horríveis mullets (cachos de cabelos da nuca que - quando começam a crescer - são excessivamente rebeldes), que foram “evoluindo” gradativamente até chegarem ao seu ápice de ridiculês e tornarem-se os típicos penteados de cantores “sertanejos”, que desde essa época começaram a se propagar pelo país. (Detalhe: foi justamente no final dessa época que eu fui concebido, e assusta-me pensar sob qual trilha sonora). Que dizer, então, das calças? Lembro-me de uma vez em que o baterista de uma banda em comum me pediu emprestado uma calça jeans, mas ele era pelo menos uns quinze centímetros mais alto que eu; As calças ficaram tão justas que eu não conseguia parar de rir, dizendo que ele parecia o vocalista do Led Zeppelin. Mas faltou o golpe de misericórdia: a calça não era alargada embaixo, formando a intragável “boca de sino”.
Que dizer, então, da década de oitenta? Se na década de setenta os jovens fizeram tudo o que puderam para chocar aos pais e á sociedade, obviamente sobrariam poucas opções para os jovens dos anos oitenta. Mas, infelizmente, eles souberam ser criativos. E, com toda a certeza, as poucas opções de chamar a atenção que sobraram para eles eram quase todas tão ridículas quanto as piores anteriores... e além. É por isso que eu sempre digo (ops!) que “quando pensamos que algo está muito ruim, só vemos que estávamos sendo egoístas e ingratos quando tudo fica muito pior: então vemos que a situação anterior até que não estava mal.”
Na década de oitenta sobraram poucas opções do ridículo, mas quase todas elas seriam baseadas na fusão dos sexos (chamada erroneamente – até hoje – de “androgenia”): mulheres – com sua emancipação de cunhos morais – usariam acessórios masculinos (pelo menos da parte delas isso tinha uma intenção, um propósito, e foi feita por elas com muito mais bom-senso e critério estético), e os homens também – desgraçada e risivelmente – usariam apetrechos femininos. Camisetinhas “baby-look”, brincos, e – pasmem – cosméticos. Sim. Os “homens” na década de oitenta – principalmente artistas como cantores Pop e de bandas de “rock” new-wave, começaram a usar maquiagens como base, lápis e até baton. Sad, but true.
Mas sabe o que é o mais estranho disso tudo? É que eu pensava - até bem pouco tempo atrás - que depois dessas duas décadas seria muito difícil a moda cair novamente no campo do estranho, do espalhafatoso, justamente por já ter cometido todos os erros possíveis e imagináveis. Enganara-me. Com a primeira década do século vinte-e-um, chegam os “novos-mutantes”: A SUPER-GERAÇÃO EMO. Preparem-se, porque eles não parecem estar brincando. E esconda suas crianças. Antes que elas também comecem a usar penteados de personagens de mangá (detalhe: quase nenhum “emo” lê mangá, ou qualquer outra coisa) e comecem a escutar bandas pop de ideologia duvidosa.
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